quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Aê "Sr. Certinho", sua retidão me incomoda!

É incrível como estamos acostumados com a mentira, o engano, o roubo, a injustiça. E tudo isso se mostra no internacionalmente conhecido jeitinho brasileiro.

Quase sempre o jeitinho brasileiro é aplicado para que se faça algo que não deveríamos fazer. Apelar ao jeitinho brasileiro é quase que assumir uma conduta incorreta em qualquer situação.

Nós nos acostumamos tanto com o errado, que quando queremos agir de maneira certa temos problemas com as pessoas. E não é pra menos. Veja o que a Bíblia diz sobre isso:

"Abominação é, para os justos, o homem iníquo; mas abominação é para o iníquo o de retos caminhos. Provérbios 29:27".

Assim como os retos acham um absurdo a atitude incorreta, os acham absurda a atitude correta.

Certa vez o filho de um homem muito íntegro que conheço, pegou o carro de pai escondido e acabou batendo o carro. O garoto não tinha habilitação para dirigir e o carro desse homem tinha seguro. A vítima na colisão deu seu pitaco para ajudar a resolver o problema: "é só o senhor falar pra seguradora que você estava dirigindo (e não seu filho) e eles pagam o concerto do seu carro e do meu também".

O homem íntegro não se rendeu e avisou a seguradora que o motorista era um menor inabilitado. A seguradora obviamente não pagou o concerto dos carros e o homem íntegro teve de pagar o prejuízo do concerto dos dois carros. Claro que a vítima da colisão ficou escandalizada com a retidão do homem íntegro.

Quantos já não ouviram:

"Não acredito que você vai fazer isso?!"
"Não é possível que você vai agir assim!?"
"Para de ser tonto, assim é mais difícil!"
"Só você no mundo todo faz assim!"

Por tomar uma decisão justa, íntegra, correta.Por pagar o que devia, por não subornar, por não comprar o pirata e o falsificado, por não pagar pela aprovação da carta de habilitação, por não se dobrar a facilidade do jeitinho brasileiro.

A justiça incomoda os injustos.

E você?! Tem incomodado ou está incomodado?

Abraços,

Diogo Rosa.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Crise do Senado

Tem chovido denúncias, indícios, provas e rumores sobre a corrupção dos senhores senadores.

Tem se falado na pior crise de ética do Senado, na maior vergonha que a casa já viveu.

Temos visto o acobertamento de seus próprios membros das denúncias e o arquivamento de inquéritos. Temos visto a conivência de outros membros de cargos eletivos como nosso presidente.

Nos indignamos com a conduta desses homens, reclamamos, falamos mal, até xingamos. Os comparamos a ladrões, malfeitores e clamamos por justiça e porque não por prisão?!

Mas esquecemos de um pequeno detalhe: "a crise do Senado é apenas um reflexo da crise do ser humano" e isso em todos os âmbitos da vida.

Falamos tanto dos senadores, mas nós fazemos a mesma coisa. O detalhe é que em proporções muito menores.

Quando favorecemos um parente num negócio. Quando chamamos um amigo para trabalhar conosco. Quando promovemos o nosso amigo ao invés do outro funcionário mais capacitado.

Agimos igual a eles quando compramos cds, dvds, roupas, perfumes e tênis piratas, ou somos os próprios piratas baixando pela internet e distribuindo algo que não nos pertence.

Somos iguais quando "molhamos a mão" do policial que parou nosso carro na blitz no trânsito, para não ver que nossos documentos estão vencidos ou nosso carro irregular.

Qual a diferença entre nós e esses senhores senadores? Eles foram eleitos e nós não... só isso... de resto... somos iguais...

Deixe a hipocrisia de lado. Se você quer um país sem corrupção acabe primeiro com a corrupção do seu coração, das suas práticas...

A crise do Senado é um reflexo da crise no caráter de todo homem.

Abraços,

Diogo Rosa.